Du-vi-do !






Tenho visto ideias muito interessantes que adaptam  sob o jugo da tecnologia e da animação gráfica,  ' obras de arte ' para a sala de aula com vistas à realidade dos alunos  de hoje,  o que sem dúvida, é um prato cheio para dinamizar qualquer aula maçante sobre a história da literatura,  da arte - tão correntes nas nossas escolas :Ensinam tudo, menos a apreciação estética,  a consciência  encantadora  diante de um objeto artístico.

 Porém,  essa história de adaptar toda e qualquer linguagem artística aos leitores do novo tempo não interfere na fruição primária,  na magia e no estranhamento que acontece quando  há o contato direto  com um objeto de arte , sem intermédios de  novas e tecnológicas linguagens ?  A contemplação de uma obra-de-arte hoje, não deveria nos tirar do caos contínuo em que nos encontramos e nos lembrar que nosso tempo  está se esvaindo, assim como tudo que transformamos em exibicionismo  mercadológico e fast food?


 Não sei, uma coisa é amarrar o cadarço do tênis de uma criança, outra é deixar que ela tropece, se depare com o embaraço das cordinhas e aprenda a enlaçá-las por si.  


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