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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Esperança.

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"[…] pois só a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas.”


Raduan Nassar, em “Lavoura arcaica”.

'Havia um fim entre nós'

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Antes de qualquer coisa não pense que isso é um mérito seu, não te esquecer foi minha escolha. Honro minhas lembranças, não desprezo o tempo que dediquei para alguém, não ignoro os poemas que li, não esqueço os sonhos que tive. Na verdade, não tem nada a ver com você, tem a ver com nós. Eu e você separados somos planos diferentes.
(...) Não irei jogar pela janela os minutos que construí olhando para você, nem vou apagar tua voz abafada debaixo das cobertas das madrugadas, não (...) vou tentar acabar com o espaço que sobrou na sua ausência.
Quando penso em você quase nada abala. Dói mais quando penso em nós. E quando penso em nós ainda te amo, por isso não vou trocar teu nome seguido de amor no telefone, pois ainda me incomoda a possibilidade de que encontre alguém melhor, porque ainda me desconcerta a ideia que você possa se abrir para outra pessoa.(...)
A felicidade brilha, resplandece no vocabulário. Tem lugar garantido no dicionário, nos sonhos, nos projetos de vida. Sempre pensamos n…

Vinicius....

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Ouve como o silêncio  Se fez de repente  Para o nosso amor 
Horizontalmente... 
Crê apenas no amor     E em mais nada  Cala; escuta o silêncio     Que nos fala  Mais intimamente; ouve     Sossegada  O amor que despetala     O silêncio... 
Deixa as palavras à poesia...

Do dia.

E às vezes, a gente nem precisa de muito pra ser feliz:
Chuva.  Livro bom. Café quentinho. Abraço da tia. Sorriso do sobrinho. Um ipê ( amarelo) na janela.

Irreversível .

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Certa vez me perguntaram se gostaria de tatuar algo no meu corpo.  Eu respondi: “De irreversível em mim já bastam minhas lembranças.




— Augusto Barros

Da memória.

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Não há memória mais terrível do que a pele.. A cabeça pensa que esquece.. O coração sente que passou.. Mas a pele arde, invulnerável ao tempo...
(Inês Pedrosa)

Indiferente.

Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar… Por isso o meu verso tem essa quase imperceptível tremor... A vida é triste, o mundo é louco! Nem vale a pena matar-se por isso. Nem por ninguém. Por nenhum amor… A vida continua, indiferente!

-Mario Quintana - (In: A Cor do Invisível p. 882 [2] )

Indócil.

Porque acordei indócil e nem lamento mais o fato de alguém fazer da própria vida um circo de traumas e querer que os outros façam parte do espetáculo de horror, mentira e mesquinhez que inventou para justificar a fraqueza de não saber amar de verdade,  para justificar a própria falta de maturidade e escamotear o alvoroço de sentir-se emocionalmente instável.