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Borboleteando...

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Borboletas me convidaram a elas. O privilégio insetal de ser uma borboleta me atraiu. Por certo eu iria ter uma visão diferente dos homens e das coisas. Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta - Seria, com certeza, um mundo livre aos poemas. Daquele ponto de vista: Vi que as árvores são mais competentes em auroras do que os homens. Vi que as tardes são mais aproveitadas pelas garças do que pelos homens. Vi que as águas têm mais qualidades para a paz do que os homens. Vi que as andorinhas sabem mais das chuvas do que os cientistas. Poderia narrar muitas coisas ainda que pude ver do ponto de vista de uma borboleta. Ali até o meu fascínio era azul.

D(á) Poesia que respiro..

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                                                             Eu e a escrivaninha. (...) amor lento (...) É quando a poesia é só respiração. Tadeu Francisco

Das lindezas pelo caminho..

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Mais..e mais .

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" Encho-me dum leite de versos e,  sem poder transbordar, encho-me mais e mais”. Maiakóvski
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Quando estás vestidas, Ninguém imagina Os mundos que escondes Sob as tuas roupas. Bandeira.

Paisagem pelo Telefone..

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Sempre que no telefone  me falavas, eu diria  que falavas de uma sala  toda de luz invadida,  sala que pelas janelas,  duzentas, se oferecia  a alguma manhã de praia,  mais manhã porque marinha,  a alguma manhã de praia  no prumo do meio-dia,  meio-dia mineral  de uma praia nordestina,  Nordeste de Pernambuco,  onde as manhãs são mais limpas,  Pernambuco do Recife,  de Piedade, de Olinda,  sempre povoado de velas,  brancas, ao sol estendidas,  de jangadas, que são velas  mais brancas porque salinas,  que, como muros caiados  possuem luz intestina,  pois não é o sol quem as veste  e tampouco as ilumina,  mais bem, somente as desveste  de toda sombra ou neblina,  deixando que livres brilhem  os cristais que dentro tinham.  Pois, assim, no telefone  tua voz me parecia  como se...
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(…) eu começo, a sentir a embriaguez a que essa vida agitada e tumultuosa me condena. Com tal quantidade de objetos desfilando diante de meus olhos, eu vou ficando aturdido. De todas as coisas que me atraem, nenhuma toca meu coração, embora todas juntas perturbem meus sentimentos, de modo a fazer que eu esqueça o que sou e qual meu lugar.” (Jean-Jacques Rousseau. Livro “A nova Heloísa”.)