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Mostrando postagens de Dezembro, 2014

Do café.

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Resistir à fome, porque a memória é olfato, paladar E tato Resistir ao arrepio, Quando o corpo é mais abraço e menos Roupa.
Café.
Para tirar o gosto dele da minha boca.
Sussurra-me ao ouvido, Bálsamos, brisas  ( algumas estrelas) Da tua boca , o meu gosto:  Acordes, febre, poros e pele. corro por tuas fronteiras  impregnando meus cabelos de céu. Instante bruto. imenso-me.
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Ela caminha em tortas  linhas
Tatua   poemas À tinta-sangue
Se faz riso pele e cartilagem, 

À deriva no tempo,   Equilibra-se  antiga.

Há um poema.  Feito de memórias, à batida exata do teu coração. 
Há um poema. Um poema em que esqueceu a magia das brincadeiras da infância, o bolinho de chuva da avó, as histórias ao pé da cadeira de balanço do avô.   Neste poema, ainda paira o mundo onde a ternura era uma janela a fechar o medo e a frieza desse tempo.
Há um poema. Procuro-o hoje nos teus gestos mais comedidos e vagos, na tua voz perdida  na solidão das cidades.   Procuro-o nas madrugadas ,quando sozinha, tua tristeza se faz derramada.
Há um poema. Deve haver mesmo esse poema perdido, num lugar que só você sabe. Há um poema. Persigo-o ansioso, guiado pelo instinto de pensar o teu rosto o rosto desse poema, teu corpo, seus versos, tua boca, toda a poesia nele contida.
Há um poema. Eu sei.  Vou  escrevê-lo  através da  pontuação do teu fôlego.   Pode ser que eu  até estremeça ao descompasso da tua respiração,mas escrevê-lo-ei naquele lugar, onde dos teus olhos, eu sinta o aroma das brincadeiras da tua infância.
É que os  olhos  rastejam pelas coisas, Com o espasmo de quem Toca o limiar da morte...
Esses sóbrios móveis não me explicam... A frígida cidade não me explica. Os dicionários não me explicam...

Mas, essa coisa vaga, indefinida
G R I T A
Na morada indócil e enclausurada Do que sou.

Já não me  suicido, Por hoje.