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Mostrando postagens de Maio, 2014

Classic a (mente)

Culturas vivem de travessia . Prova disso são as histórias clássicas, que sobreviveram às intempéries e aí estão, ainda a nos encantar - para desgosto daqueles que , tendenciosamente forçam teorias , ineficientes ante às possibilidades da Língua, da História, afirmando, através da mesma violência da hegemonia, o viés de um mesmo discurso : excludente. 

Certo mesmo é que um clássico não existe e nem transcende o tempo por mero acaso. Não é à toa que uma de suas interpretações etimológicas seja justamente 
" classos - grande embarcação para viagens longas . "
Não é à toa que um clássico, " nunca termina o que tem para dizer" .  

E por que diz?  Só lendo para saber...


Chega o dia, que querendo ou não, o coração há que  aportar para que a vida, 
siga solta , atrás de qualquer leveza ou esperança perdida...   E quem sabe, encontrar  ...

Outro alguém .
Outra novidade.
Outro telefone.
Outro café.
Outro abraço.
Outra pele.
Outro sorriso.
Outro cheiro.
Outra música.
Outra noite.
Outra descoberta.
Outra viagem.
Outra  poesia .
Outro  sonho.
Outro colo .
Outro encontro .
Outra saudade.
Outro filme.
Outro jeito.
Outro amor.

Outro. outro. Outro alguém,  sim.
 Virá . Virá . 

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Tinha forma de menina; 
Trajava meus olhares 
E meus sossegos particulares.

(Tadeu Francisco)



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É na minúcia que amo . às vezes até adoeço.
 Cheio de engenho , o meu amor .
Bota reparo na leveza.  Ajeita e acolhe o riso.  Sempre foi assim.

Na infância, era o circo chegar e eu , tão menina, sentir o coração saltar pela boca, a pulsar alegria.  Felicidade concreta que deixava o coração   apertadinho ..apertadinho ...


Descobri aí , que amor é também felicidade.  

Talvez, fazer rir, seja a melhor forma de amar alguém .


Preciso manter a ilusão de que tudo pode ser doce. Preciso acreditar que a vida pode ser como a voz de Eliete. E que em alguma esquina, um dia — por que não? — encontrarei um amor bonito esperando por mim.

Quando saio, agora, fico impaciente. Quero voltar pra casa, colocar logo o disco para que o mundo todo se reorganize em do­çura. Gostar de ouvir Eliete é cuidar de um certo jeito de olhar o mundo. Por trás do susto, perdão de olhos molhados, pegar na mão devagarinho e repetir de verdade, do fundo, sem o menor pudor, sem ânsia alguma:

—Gosto de você. Você existir me ajuda a viver.

Depois, acreditar que tudo vai dar certo. E deixar — como ela canta—que o amor dê o que falar.



 Caio Fernando. 

In : http://semamorsoaloucura.blogspot.com.br/

Vazio

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às vezes, a frustração aporta e  a vida parece mais uma embarcação de ansiedades e vontades contidas - transbordando de vazio imenso.    Teimo em pensar que  aqui por dentro não há espaço para o cheio dos nadas. Que há gente linda conhecida no decurso dos anos -essas,  pairam nos meus sonhos.  Que o sorriso do sobrinho é qualquer coisa de nuvem e de Deus na Terra.  Que tenho  a desenhar as viagens que ainda não fiz . Que aprendi a amar  com a beleza  i n t e n sa e dolorosa  que convém às almas.   
 Todavia, a memória -mais teimosa do que EU -  mal -educada, torna a bradar que a saudade  é mais abusada do que se sabe.  
Que distâncias forçadas  , maltratam, e o tempo , 
nem sempre  sutura as cicratizes causadas pela " faca  só lâmina " 
que é o amor .  
 Sei que há um mundo a girar,   cheio de coisas e estrelas.   Que as estações continuam, intocáveis.  Que a esperança ainda caminha  com leveza. Que o caminho é convite pro que vier. Que há outros portos e sensações, um céu inteir…