sábado, 31 de dezembro de 2011

Be Happy =D



Esta é a magia do tempo.
Esta é a colheita particular
que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,
no acreditar na vida e na doação de vivê-la
em perpétua procura e perpétua criação.
E já não somos apenas finitos e sós.
Somos uma fraternidade, um território, um país
que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro
e desenvolve na luz o seu frágil projeto de felicidade.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Daquilo que a gente Inventa : Que seja bom !




tempo de pensar madura e docemente
o bom de acontecer
(e mesmo não acontecendo fica desejado)

.Drummond

UM 2012 DE MUITA PAZ E LEVEZAS !!


E que tudo seja leve
De tal forma
 Q o vento nunca
leve 
                                                   ( C.F.A)

Ama-nheça




"Quando você se sentir sozinho, pegue o seu lápis e escreva. No degrau de uma escada, à beira de uma janela, no chão do seu quarto. Escreva no ar, com o dedo na água, na parede que separa o olhar vazio do outro. Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo. E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas, pegue as palavras que lhe fizeram companhia e comece a lavar o escuro da noite, tanto, tanto, tanto... até que amanheça."


(Rita Apoena)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011



Dá-me um sorriso a brincar, 
dá-me uma palavra a rir, 
eu me tenho por feliz só de te ver 
e te ouvir.

( Fernando Pessoa )

sábado, 3 de dezembro de 2011

Daqueles sóis..


Claramente: o mais prático dos sóis,
o sol de um comprimido de aspirina:
de emprego fácil, portátil e barato,
compacto de sol na lápide sucinta.
Principalmente porque, sol artificial,
que nada limita a funcionar de dia,
que a noite não expulsa, cada noite,
sol imune às leis de meteorologia,
a toda a hora em que se necessita dele
levanta e vem (sempre num claro dia):
acende, para secar a aniagem da alma,
quará-la, em linhos de um meio-dia...

( João Cabral de Melo Neto - Num monumento À Aspirina)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011



"...Não sei exatamente em que momento comecei a despertar.
Só sei que comecei a desejar menos entender de onde vim e a desejar mais
aprender a estar aqui a cada agora.
Só sei que descobri que a solidão é estar longe da própria alma.
Que ninguém pode nos ferir sem a nossa cumplicidade.
Que, sem que a gente perceba, estamos o tempo todo criando o que vivemos.
Que o nosso menor gesto toca toda a vida porque nada está separado. 
Que a é uma palavra curta que arrumamos para denominar essa amplidão que é o nosso próprio poder..."

[Ana Jácomo]